domingo, 21 de novembro de 2010

Mais um conto de amor?




E o que será o amor
senão somente uma dor,
uma dor tão forte
que quando você não o tem
sente falta.
Uma dor tão forte e intensa que
te machuca, te cura, te faz sorrir, te faz chorar.
Uma dor da qual você não quer se curar,
mas busca alguém que de você irá cuidar.
Talvez seja esse o amor...
Somente uma dor.
Mas você adora os sintomas, você suporta essa dor.
Mas podes tornar-se vazio se fores curado do amor.
Sinta a dor do amor. Ame.
Pois o amor o manterá vivo,

e talvez todos os dias sejam um conto de amor.

domingo, 14 de novembro de 2010

Uma constante guerra.




De um lado o coração. Do outro a razão. E você, o centro da batalha.

Você vê ela. Seu coração dispara contra você. Sua razão se defende, manda você ir com calma.

Seu coração é aliado dos seus olhos. Todas as vezes que você a vê, seu coração dispara novamente. É um complô! Sua razão é aliada das suas pernas e seus braços. Ela faz com que você não se aproxime muito, faz você tremer e não saí do lugar.

O coração tenta se aliar aos seus pensamentos. Começa a querer tomar de conta, dizendo que você precisa vê-la, precisa saber como ela estar, conhecê-la melhor. A razão entra em ação e mostra que você tem uma vida para viver, tem que deixar isso de lado.

O coração diz que ela é a sua vida, que você tem que lutar por ela! A razão ordena que o coração pare, senão ela perde o controle.

Ela sorri, o coração dispara. A razão se perde. Ela te olha, o coração acha que já ganhou a batalha. A razão ainda tenta resistir.

Ela se aproxima...

Razão e coração deixam de existir. E somente sua visão é o mais importante.

Ela se vai.

E a guerra recomeça.

Coração e razão em uma constante batalha, onde esperam por uma trégua.

Que só ela pode conseguir. Pois ela é a paz.

E tudo que você quer, é a paz.